CONFESSO...

Descobri o maior amor do mundo ao mesmo tempo que descobri minha maior sombra. Eu, a pessoa mais calma do mundo, aquela que dificilmente saía do sério, me vi altamente explosiva. Rapidamente irritável. Comecei a lutar contra mim mesma. Que sensação de culpa após cada perda de controle! Revi minha mãe na infância e as tantas vezes que a vi chorando após explosões com os filhos e meu ❤️ ficou apertado. Te entendo tanto, mama.... Nunca quis repetir o passado. Outra época, outra geração, outros hábitos. Como a maioria das crianças da época, apanhei e lembro do medo aterrorizante que sentia ao saber que havia feito algo errado. Novos tempos, nova geração, mudança de pensamentos e de hábitos - jamais bateria na minha filha. Mas ainda assim a a agressividade na minha fala e forma de repreendê-la me fere, ver seus olhos assustados fala com a minha própria criança aterrorizada, e me dói, me dói, me dói. Respiro, me acalmo, a abraço, peço desculpas, peço a Deus todos os dias calma e paciência. Colocar limites e se fazer ser respeitado (com amor, carinho e sem agressividade) é desafiador. Há “positividades” que não conseguimos colocar em prática. Mas estou vencendo! Conscientemente. Todos os dias esses pensamentos consomem parte do meu dia, buscando fazer as pazes com a Naiumi criança, respirando fundo, deixando que André resolva as coisas quando sinto que o coração acelerou... E o maior amor do mundo me faz mais uma vez descobrir uma nova camada. Da Naiumi que pode e quer mudar. Que busca todas as ferramentas que pode para ser melhor. TODOS OS DIAS. Nossa noite hoje foi MUITO especial, sem nenhuma levantada de voz, repreensões, tensão. Com risadas, músicas, colo, carinho e chamego. É essa a relação que quero construir, é assim que quero que ela lembre da sua infância. Temor não é sinônimo de respeito. Quanto aprendizado o amor é capaz de trazer!!!

Texto: Naimi Goldoni

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Renata Maria - São Paulo, Brasil